Mudar de casa, um passo importante

comprar casa

Existem alturas na vida em que precisamos crescer, tomar decisões e dar alguns passos importantes. E passados 2 anos a viver com o meu namorado este será com certeza um passo gigante.

Decidimos finalmente comprar o nosso primeiro ninho. É verdade, compramos a nossa primeira casa e a felicidade é gigantesca

A nossa primeira casa foi em Portugal. Passado um ano deixamos tudo e fomos para a Grécia (aqui) para outra e tudo continuou fantástico. Isto de alugar é espetacular porque quando há problemas nem somos nós a resolver. Basta uma chamada ao senhorio e ele resolve. Não há há impostos a pagar. Não há seguros chatos e caros, nem outros afins. Mas tudo na vida tem um senão e aqui não há excepção. A parede que não gostamos não a pintamos quando queremos, não trocamos a cozinha e pomos ao nosso gosto, nem tão pouco podemos pôr o quadro que queremos na parede porque o senhorio não deixa, etc, etc. Além disso, sou um pouco antiquada e as ideias e palavras dos meus pais sempre me ficaram na cabeça (e com razão). Queiramos ou não, a verdade é que pagamos meses a fio uma renda e aquela casa nunca será nossa. No fim vimos embora e o máximo que trazemos e um conjunto de móveis e pertences. Nada é nosso. Perdemos uns quantos euros e continuamos sem nada. Felizmente, e para felicidade minha e dos meus pais, o meu namorado pensa da mesma forma e então que começou a nossa busca da casa perfeita.

A ideia já pairava na cabeça a imenso tempo e a pesquisa já levava alguns meses mas a distância impossibilitava-nos de ver o que quer que fosse ao vivo. Mas assim que chegamos a Portugal começou a aventura cronometrada e a correria que eu vos falei anteriormente. Entre férias, muitas visitas a amigos e familiares, andamos feitos loucos a ver casas e apartamentos (e outras coisas, que vos conto adiante).
Havia casas para todos os gostos. Havia as minúsculas e clostrofóbicas. Com preços astronómicos e casas demasiadamente grandes. Aquelas no sítio mais longínquo do mundo. Casas sem varanda ou sem garagem. E tudo o que mais possamos imaginar aparece nestas alturas difíceis.

E eis que a meio mês de Junho entramos naquela que será agora a nossa casinha. Foi amor a primeira vista e bastou uma troca de olhares para sabermos que seria aquela. Saímos de lá praticamente com tudo acertado e começamos imediatamente a parte mais aborrecida e demorada – a burocracia toda.

E hoje, depois de muitos quilómetros nas pernas e muita papelada à mistura o mais importante é que já tenho as chaves na mão e tudo resolvido. Haja alegria 🙂 E uma casa recheada de coisas boas também!

 

 

 

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